De facto o que é de mais mete nojo. E não é que no prazo de seis dias o jornal Público consegue avançar com 3 notícias especulativas, dado não apresentarem provas concrectas de que possam ser verdadeiras, que hipotéticamente envolvem o Benfica.
Começou pelo pseudo pedido de Luis Filipe Vieira a Valentim Loureiro para a escolha de um árbitro (que curiosamente apitou o jogo deste fim de semana "sem tendencionalismos") para um jogo a contar para a Taça de Portugal. Curioso é saber que os jogos da Taça são organizados e geridos pela Federação Portuguesa de Futebol e que Valentim Loureiro nada tem a ver com a dita organização. Todos entenderam o fundamento especulativo desta notícia. No fundo visava nada mais nada menos do que atirar areia para os olhos das pessoas, desviando as atenções do que realmente importa. Em paralelo, "perturbou-se" de forma esclarecedora a actuação do árbitro João Ferreira.
Não satisfeitos decidiram avançar com outra notícia que supostamente deveria envolver o Benfica. Essa notícia dava conta do envolvimento do director desportivo encarnado, José Veiga, numa acção aparentemente menos lícita. Ao que parece José Veiga solicitou a, adivinhe-se, Valentim Loureiro, que este fizesse coincidir o jogo do Estoril Praia frente ao Marco de Canavezes com a altura da interdição do estádio deste último. Não sei no que é que isto pode influenciar um resultado e, mais importante ainda, não sei o que é que isto poderá ter a ver com o Benfica. Se repararem bem, trata-se de um jogo do Estoril, não do Benfica.
Por fim, e para culminar um rol de notícias sem teor jornalístico absolutamente algum, que óbviamente viam atacar por encomenda um Clube decidido em pôr a descoberto os verdadeiros corruptos e mafiosos do nosso futebol, este jornal avança hoje com uma notícia que, de uma forma muito rebuscada, tenta colocar o Benfica, imagine-se, no caso Calciocaos. Só faltava mesmo isto. Escrevem e passo a citar:
"Os investigadores italianos deram já conhecimento às autoridades judiciárias portuguesas da sua intenção de se deslocarem a Lisboa, no âmbito das investigações da vertente negócio de compra-venda de jogadores do calciocaos. O objectivo é o de contrastar a informação que resulta dos documentos que foram confiscados na busca às instalações da Juventus com aquela que está registada em Portugal. Pretende-se proceder à verificação dos indícios da existência de fraude fiscal apurados no decurso das investigações que decorreram em Itália".
" Vertente negócio de compra-venda de jogadores do calciocaos".Fantástico e surreal. Fantástico porque o Miccoli não foi comprado pelo Benfica e muito menos vendido pela Juventus a quem quer que seja. Surreal porque os jogadores agora são do Calciocaos e não dos respectivos clubes. E mais ainda. Porque teriam as autoridades italianas de se deslocar a Portugal quando bastava solicitarem ao Benfica o contracto que este celebrou com o jogador? Ou às autoridade fiscais portuguesas os registos de vencimento do mesmo? Uma vez mais, e em vésperas de um jogo importante para o Benfica, vão surgindo notícias descabidas e sempre no mesmo jornal.
E para que saibam foi sempre a mesma pessoa a escrever estas fantásticas notícias. Uma tal de Tânia Laranjo, coadjuvada nesta última por António Arnaldo Mesquita. Porque o faz realmente não sei, mas talvez tenha a ver com um hipotético fraco vencimento da classe. Vai daí, há que receber algum por fora, de alguém, com notícias destas, claramente fabricadas e encomendadas por quem muito tem a esconder.
Bem hajam
LFP