maio 26, 2009


Enquanto a comunicação social vai ganhando a vida com mais uma novela “made in” SLB, penso que seja pertinente nesta fase reflectir sobre algo mais importante do que a mera especulação jornalística.

Independentemente de tudo o que se fala em torno da questão “próximo treinador do Benfica” há duas pessoas neste momento que atravessam horas de sofrimento.

Luís Filipe Vieira tenta a todo o custo inverter uma orientação estabelecida pelo seu director desportivo.

Faz todo o sentido pensar que Quique Flores é o treinador escolhido por Rui Costa para a próxima época. Rui Costa escolheu o espanhol no verão passado para treinar o Benfica e já sabia à partida que o julgamento dos adeptos em caso de insucesso seria letal, mas como jovem director que é, garantiu a Quique dois anos de contrato de forma a dar espaço para que o treinador implantasse uma filosofia própria de forma a devolver o clube às vitórias. Por sua vez Quique não conseguiu sequer a bitola mínima para que muitos sócios e adeptos aceitassem a continuidade de um treinador que falhou todos os objectivos (salva-se a tacinha da bejeca).

Como estas coisas além de intenções têm bases contratuais, Quique salvaguardou a aposta de Rui Costa com um contrato bem redigido e que em caso de barraca total lhe dava pelo menos a hipótese de sair com os bolsos cheios.

Luís Filipe Vieira, que de forma muito inteligente utilizou Rui Costa como balão de oxigénio no final da época desastrada que foi a de 2007/08, esquece-se agora do uso que deu ao então jogador em tempo de despedida, tratando-o como escudo protector de uma derrocada presidencial.

Desta vez o presidente do Benfica, vendo a sua recandidatura estrangulada por mais uma época de insucesso e não querendo apresentar-se a votos com um treinador esmagado, triturado e posto de parte por grande parte dos sócios trata de agir.

Qual foi então o pensamento do presidente?

Sobrepor a sua opinião com arrogância, passando por cima do Director Desportivo, pagando indemnizações para poder voltar a limpar a sua imagem de forma precária apresentando caras novas e novos ciclos.
Ou seja, o presidente contra a vontade de muitos está a tentar correr com Quique para trazer mais um apetitoso paliativo presidencial…

Luís Filipe Vieira começa a abusar da instituição e por vezes parece não ter noção que o importante não é ele mas sim o clube!

Não sou apoiante de Quique pelo que ele demonstrou toda esta época, mas sou muito menos apoiante de um presidente que não olha a meios para renovar o seu poleiro.

Por isso e resumindo, quer fique Quique, quer venha Jesus ou outro qualquer parece-me que o grande problema que leva ao insucesso deste Benfica passa muito pelos cargos directivos e não tanto pelos executantes prácticos.

12 comentários:

Bola7 disse...

hum...

Glenn Stromberg disse...

Muito bem dito amigo. O clube hoje não passa de uma feira das vaidades do Vieira. É um que se lixe o futuro e a viabilidade do clube, parece que a vida acaba em Outubro e há que maximizar a demagogia para conseguir a re-eleição

Anónimo disse...

herois diz

hum hum!

Bola7 disse...

algo se passa de mt grave...e não digo mais nada...pq ainda nada sei...instinto...

Anónimo disse...

CelsoMedeiros

O Vieira pensa que pode a seu bel prazer fazer e desfazer a sua vontade o NOSSO benfica...cabe a vcs com puder de vota RETIRAR esse cancro do clube

JJD disse...

Deves ser alguem muito bem informado lolllllllll
SLB4EVER Rumo****

biohazard disse...

É por isso que eu penso que o "novo ciclo" do Benfica, deveria ser sem o grande fazedor de ciclos.

Ele já demonstrou que de futebol percebe zero e quando arranjou alguém que realmente percebe vai agora passar por cima dele porque lhe é conveniente para as eleições que se aproximam.

Deve ser um grande tacho, a presidência do Glorioso, pois parece que o homem faz tudo para manter o cargo.

Os superiores interesses do clube não estão a ser respeitados e o melhor seria esse senhor demonstrar o seu benfiquismo e não se candidatar a novo mandato, aí sim iria voltar a ter o meu respeito.

SAUDAÇÕES BENFIQUISTAS

Anónimo disse...

Muito bom texto!

luis pepe disse...

o grande problema resulta da ausência de candidaturas credíveis para dirigir o glorioso. É um pouco como o estado do governo; ninguém parece gostar de quem lá está mas depois olhamos para as alternativas e aparece o desespero e a resignação.

Rui Miguel Soares disse...

O actual problema do Benfica resume-se a 2 palavras : “títulos” e”eleições”.
O Rui Costa deu a cara e planeou um projecto a médio prazo para o Benfica, projecto que se iniciou esta época e tem previsto a participação do Quique Flores por 2 épocas.

Para a 1ª época estavam previstos como objectivos alcançar a liga dos campeões e ganhar uma taça. Na primeira época alcançou-se 50% dos objectivos, alcançou-se um titulo. Mas dado o investimento efectuado e o futebol praticado, torna-se pouco num ano de eleições (que não entendo porque não são já em Junho).

Perante uma massa associativa que tem sede de títulos, torna-se difícil a LFV enfrentar umas eleições sem trunfos (leia-se títulos e acesso a liga dos campeões), mais difícil é quando os adversários desacreditam a equipa técnica e os jogadores, para alcançar o LFV. Neste momento a agenda do LFV, é as eleições, para tal precisa de concretizar as “mudanças” já anunciadas.

O LFV pode ter feito um excelente trabalho na recuperação pós-Vale e Azevedo, voltou a dar credibilidade ao Benfica e proporcionou a chegada de bons valores a Luz, mas erra ao querer gerir o Benfica em função das eleições (pode-se fazer isso na vida politica, mas não aceito no meu clube).

O Rui Costa esta a ser condicionado, pois estas “mudanças” podem ter implicações no seu projecto, quer a todo custo evitar que o Benfica continue nestes ciclos de “mudanças” intermináveis. Pelo que quer segurar o Quique Flores e continuar com o seu projecto. Independentemente das eleições e dos erros cometidos neste 1º ano.

Existe presentemente uma colisão de objectivos pessoais na Luz, a agenda eleitoral do LFV e o projecto do Rui Costa. A comunicação social sente o cheiro de fumo, vai tentando desencadear um incêndio, alimentando diariamente com opiniões e suposições. Utilizam o projecto do Rui Costa para atingir o LFV. Deviam manter o Benfica fora de guerras pessoais ou de objectivos eleitoralistas.

Para a próxima época espero que as “mudanças” seja o fim dos ciclos de “mudanças” intermináveis, com a continuidade de Quique, reforçar os sectores deficitários e dar um papel mais importante ao Diamantino e ao Chalana (um cedência mais do que justificável). Quanto a trunfos para a campanha do LFV, o trabalho realizado no plano financeiro é um trunfo valioso e a continuação do projecto do Rui Costa, é a garantia da solidez do projecto.

Fala-se igualmente em candidaturas de consenso, no qual o LFV tenta reunir junto de si alguns dos membros próximos dos candidatos-a-candidatos, de forma a esvaziar a oposição. Pouco me interessa quem são essas pessoas, quem é que faz parte destas listas ou quem são os candidatos, o importante não é o que o Benfica pode fazer por essas pessoas, mas o que essas pessoas podem fazer pelo Benfica.
Promessas ? levas o vento. Projectos consistentes ? vamos ver se alguém consegue apresentar algo ou se não passam de “lebres”.

Joao disse...

se o LFV trouxer o jj vai na mesma senda do Damàsio com o artur jorge, são dois treinadores a mando do engenheiro chefe, cuja unica missão é a de afundar mais o BENFICA!
eu assisti a um treino no 1° estàgio do artur jorge e vi logo q o homem não queria o VITOR PANEIRA, q era ao tempo um dos maiores simbolos da equipa.
o jj tem contrato com os corruptos desde dezembro!!!
BENFICA SEMPREEE!!!

Dylan disse...

"Flores para Quique"

É fácil perceber porque Quique Flores não triunfou no futebol português.

O discurso elevado de um estudioso do futebol, o seu "fair-play", os seus grandes valores morais, a sua forma de estar, não se coadunam com a linguagem brejeira utilizada pelos senhores do futebol cá do burgo onde se misturam compadrios entre políticos, empresários, advogados, jornalistas, árbitros e dirigentes desportivos. Um futebol de calças na mão, endividado, que louva a desonestidade, onde a verdade desportiva é questionada e o campeão é proclamado quase por decreto.

Os métodos inovadores no plano técnico-táctico do espanhol, na pele de um verdadeiro gentleman, amplamente reconhecidos e elogiados no seu país, não foram suficientes para o desvirtuado futebol português que realmente provou desconhecer.

http://dylans.blogs.sapo.pt/