março 14, 2011

Demasiada guitarra para tão poucas unhas…

Mal foi anunciado o 11 para o jogo frente ao Portimonense escrevi por sms assim a alguns amigos benfiquistas: A toalha do campeonato acabou de ser atirada ao chão.

Alguns disseram que não e tal, era só uma questão de minutos e que não sei mais o quê… Outros nem se deram ao trabalho de responder, vá-se lá saber porque motivo… Outros responderam a informar que iam dormir que amanhã era dia de trabalho!!!

Independentemente das respostas lá fiquei no sofá domingueiro a devorar minutos de um futebol triste, sem qualidade, mal executado e cujo único atractivo eram as camisolas de uma equipa que eu teimo em ter como minha.

Nas fraquezas e debilidades reveladas, muitas passavam pela qualidade dos intérpretes. Outras pela fraca e quase inexistência de rotinas colectivas entre eles, rotina essa que quanto mais sólida e eficaz for, mais equipa vai revelar e mais as qualidades dos seus intérpretes vai evidenciar. Apesar de algumas oportunidades por parte do Benfica, nada do que se via no ecrã 16:9 do cinescópio lá de casa (sim lcd´s e plasmas e led´s é para gajos da massa) era minimamente empolgante, apaixonante ou até mesmo interessante.

O atrevimento dos algarvios, pontual e em contra-ataque, era suficiente para fazer tremer o estádio da luz, uma vez que o nosso ataque se mostrava amorfo, mastigado e ineficaz. O penalti que deu o primeiro para os do sul foi só o aperitivo para 3 ou 4 mais jogadas que só não deram golo porque felizmente as balizas ainda são estruturadas em perfis de aço de secção circular onde de quando em vez o esférico esbarra no ângulo e na rotação certa para serem tabeladas para fora das redes e não para dentro.

Juntamente com a ineficácia atacante do Benfica mostrava-se outro factor que começa a ser bastante frequente em jogos de qualquer equipa frente ao Benfica: um guarda-redes ao nível do Casilhas mas só durante 90 minutos por época…

Ao intervalo Jesus viu-se obrigado a recrutar Gaitan e Sálvio que estavam em modo de poupança avançado… Adiantou alguma coisa, mas não muito. A perder por um golo Jesus teve de ir ao fundo do baú sacudir o pó a Nuno Gomes e deve ter sacudido tão bem que foi o homem que marcou o empate!!! Nestas alturas pergunto-me o quão útil já teria sido Nuno Gomes e a sua interminável experiencia ao longo desta época tortuosa…

O jogo terminou empatado frente ao último classificado. Foi tão importante para o Portimonense que o seu treinador aproveitou a oportunidade e um ano depois veio ainda reivindicar respeito pela derrota acentuada da época passada, fazendo da sua luta a luta de todos os treinadores injustiçados pela imprensa.

Este jogo marcou o final da luta pelo campeonato por parte do Benfica. A aposta vira-se agora totalmente para competições a eliminar. Quinta vamos a Paris e garantias de vitória são poucas. Na taça de Portugal falta ainda segurar a vantagem de dois golos frente ao sistema… Na taça da Liga estamos na final…

A ver vamos se esta não é uma época do quase!!!

3 comentários:

Mauro disse...

Se não ganhar-mos a liga europa, taça de portugal e taça da liga esta poupança tem tanto de inteligente como de irrisoria, para não dizer o que realmente acho

Sempre foi da opinião que primeiro fazem-se os resultados, posteriormente se fazem as poupanças

Jotas disse...

Estou em perfeita sintonia com as opções tomadas por Jorge Jesus, em relação à revolução apresentada no onze que entrou ontem em campo, o Benfica não poderia correr qualquer risco de comprometer o apuramento na Liga Europa, por caprichos numa liga inquinada, que está decidida desde o seu início.
Este jogo e este resultado, não me causaram surpresa de maior e muito menos preocupação, nem sequer vou catalogar a categoria dos jogadores, porque julgo que todos deveriam perceber que por muita qualidade que alguns jogadores possam ter, o futebol é além de tudo um futebol colectivo feito de rotinas de jogo e obviamente foram notórias mais que qualquer coisa, a natural ausência dessas rotinas, com reflexos óbvios na exibição.
O Benfica está centrado e muito bem, nas provas em que depende de si para vencer, se o conseguir será uma grande temporada a todos os níveis.
Também tenho a consciência que muitos daqueles que pediam a cabeça do treinador no princípio da época vão ressuscitar com a leveza de raciocínio do costume, os mesmos que o veneraram de novo num ciclo de vitórias sucessivas, mas esses eu até entendo, agem com o coração e isso tolda sempre o raciocínio enfim, é o papel de adepto em que também eu caio algumas vezes, é normal, apenas lamento a falta de coerência.

magalhães.Sad.SLB disse...

Percebo e respeito a estratégia do nosso mister. Com o Campeonato fora do nosso alcance, devido às várias peripécias desta liga da mentira, Jorge Jesus resolveu re-alinhar as prioridades e apostar forte na Liga Europa. É uma escolha racional mas perigosa.

Com o resultado de ontem é obrigatório vencer em Paris e passar a eliminatória, caso contrário, os mesmos de sempre vão apontar e disparar forte contra Jorge Jesus...

Força Mister!!! CARREGA BENFICA!!!
RF